O cotidiano, sempre ele arrastando os pés manso e vivo sobretudo nas manhãs.
Em comum: pariram e tem ganas de vida e felicidade.
Vejo o cotidiano marcando sua terra com uma urina pegajosa e ácida, corroendo as paredes, mas o amor não.
O amor vem sobretudo do ventre e é ele que elástico espreguiça o dia.
Uma convive com a dor física, sobe, desce, corta as unhas do menino, aprende o que não sabia, trabalha, toma remédios, caminha pela rua com seu passo curto e constante, mas envelhece mais sem a presença dele. O pai vivo era a menina em pé.
A outra arde, se banha nas águas geladas, cria meninas independentes e se consome por um moço que ela chama de menino, mas já é um homem feito. Bem feito. Envelhece mais sem a presença dele enquanto o pai dedilha cotidianos ao piano.
O cotidiano é um gato que se lambe enquanto assiste como envelhecem as mulheres.
Nenhum comentário:
Postar um comentário