Tem pegada
Rastro no céu
Uma lua cheia
E eu fiquei virada
estou Pegada
atiçada
Raciocino com as mãos
onde pega? Filosofo
rastro em mim
Raciocino com a língua
como pega
rastro no sangue
Raciocino com o ritmo
Tô ritmada
Pegadagarrada
fusa
não concluo nada
não quero que acabe
Virada, estirada
Estou pregada nisso
não raciocino mais
sem rastro
sem paz
sem rima
cadente e você rente
E só me importa agora
como você sente
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quarta-feira
segunda-feira
É pau
É pau
É pedra
É o fim da picada
Esse macho te bater
E você não fazer nada
É pau
É peito
É dedinho no cu
Não me venha com ié ié
Eu não vou fazer glu glu
É pau
É pica
É pedrada na cara
Eu não sou tuas Madalena
Me trate como Dandara
É pau
É cuspe
É neguinh@ de 4
Essa mina não é sua
Se mexer com ela, eu mato
É pau
É porra
É o caralho do pai
A mulher cria sozinha
Enquanto a pensão não sai
É pau
É padre
Pátria, frátria, patrão
É eles andando armado
Pra estuprar quem fala não
É pau
É puta
Toda ensanguentada
Mas como era travesti
A vida não vale nada
É pau,
É pau.
É prego, foice e martelo
Uma gente de vermelho
Outros de verde e amarelo
É pau
Sem sal
Não fode nem sai de cima
Sai da frente
Estou aqui
Sou a força feminina
É pedra
É o fim da picada
Esse macho te bater
E você não fazer nada
É pau
É peito
É dedinho no cu
Não me venha com ié ié
Eu não vou fazer glu glu
É pau
É pica
É pedrada na cara
Eu não sou tuas Madalena
Me trate como Dandara
É pau
É cuspe
É neguinh@ de 4
Essa mina não é sua
Se mexer com ela, eu mato
É pau
É porra
É o caralho do pai
A mulher cria sozinha
Enquanto a pensão não sai
É pau
É padre
Pátria, frátria, patrão
É eles andando armado
Pra estuprar quem fala não
É pau
É puta
Toda ensanguentada
Mas como era travesti
A vida não vale nada
É pau,
É pau.
É prego, foice e martelo
Uma gente de vermelho
Outros de verde e amarelo
É pau
Sem sal
Não fode nem sai de cima
Sai da frente
Estou aqui
Sou a força feminina
quinta-feira
Quer chá de quê?
Queria fazer uma poesia com o tempero da sua comida
Uma coleção de rimas em troca da sua coleção de discos
Queria respirar dentro da sua boca debaixo da água
Um pranayama e um mudra soprado na nuca da tempestade
Quero me oferecer para ser bebida
Em um rito bem laico nas glândulas lotadas de hormônios hermafroditas
Uma coleção de rimas em troca da sua coleção de discos
Queria respirar dentro da sua boca debaixo da água
Um pranayama e um mudra soprado na nuca da tempestade
Quero me oferecer para ser bebida
Em um rito bem laico nas glândulas lotadas de hormônios hermafroditas
Calçar os sapatos ao contrário pra andar pra frente
Estar diante do que antes era coberto por camadas de pó
Bater o pó dos pés depois de sair e voltar pra dentro
Morar na fogueira por falta de paciência de andar na brasa
Copiar a cor dos olhos com giz de cera consciente de que este gesto
tem mais atitude política que uma faixa verde e amarela
Estar diante do que antes era coberto por camadas de pó
Bater o pó dos pés depois de sair e voltar pra dentro
Morar na fogueira por falta de paciência de andar na brasa
Copiar a cor dos olhos com giz de cera consciente de que este gesto
tem mais atitude política que uma faixa verde e amarela
terça-feira
segunda-feira
terça-feira
Minhas Marias
Ela é a Maria que não vai com as outras. Ela é a Maria que não concebeu virgem. Ela é Maria mas não é dona. Ela é a Maria que não usa manto. Ela é a Maria que não viu o filho levantar depois de morto. Ainda assim, ela é a Maria que faz milagres. Seus milagres são contudo singelos e quase invisíveis. É ela quem se ajoelha. Ela é a Maria que reza para a outra Maria atender.
Preciso de um balanço no quintal

Não consigo dormir
Não consigo escrever
Não consigo voltar
Não pude ir
Imóvel
É tanto movimento e eu imóvel?
Meu país já foi
Eu ainda estou
A crise dos trinta também já passou
Tenho casa, carro, saí do armário
Cumpri tudo a risca feito funcionário
Mas não funcionou
É tanto movimento e eu imóvel?
Estacionei ali e nunca mais parei
segunda-feira
Tomorrow pertence a God
Quem sabe ainda sou uma garotinha
Indo a pé pra escola sozinha
Quem sabe já sou uma mulher
Que quer ser amada e feliz
Quem sabe nunca deixei de ser a garota
Que faz listas de tudo enquanto espera
ou talvez não seja nada disso
quizas
quizas
quizas
Tomorrow never knows
Indo a pé pra escola sozinha
Quem sabe já sou uma mulher
Que quer ser amada e feliz
Quem sabe nunca deixei de ser a garota
Que faz listas de tudo enquanto espera
ou talvez não seja nada disso
quizas
quizas
quizas
Tomorrow never knows
quarta-feira
Namoros
Meu namorado me chama de boneca
Sua namomorada parece o Kurt Cobain
Meu namorado parece viado
Sua namorada quis se jogar de um prédio
Meu namorado viajou quase dez horas seguidas só pra me ver
Sua namorada não come carne
Meu namorado vomita sangue
Sua namorada fez plástica
Meu namorado me chama de "casinho"
Sua namorada não gosta de andar de mão dada
Meu namorado fala que sou uma dama
Sua namorada não usa maquiagem
Meu namorado pulou a janela pra fugir de mim
Sua namorada emagreceu três quilos longe de você
Sua namomorada parece o Kurt Cobain
Meu namorado parece viado
Sua namorada quis se jogar de um prédio
Meu namorado viajou quase dez horas seguidas só pra me ver
Sua namorada não come carne
Meu namorado vomita sangue
Sua namorada fez plástica
Meu namorado me chama de "casinho"
Sua namorada não gosta de andar de mão dada
Meu namorado fala que sou uma dama
Sua namorada não usa maquiagem
Meu namorado pulou a janela pra fugir de mim
Sua namorada emagreceu três quilos longe de você
segunda-feira
Refletida
Me despejo nos seus braços
E como uma caravela vago
Flutuando no mar o vento me roça
Não tenho medo
Eu não mergulho, eu me despejo em baldes
Sua presença basta para eu ter certeza
Resisto sem pressa
Amo sem pressa
Mas descabida e doida
E descabelada
Te procuro pela rua
Sinto você roçar minha mão
Me espreguiço
Tem uma imagem refletida no espelho das águas
É um contorno de moço vivo
E como uma caravela vago
Flutuando no mar o vento me roça
Não tenho medo
Eu não mergulho, eu me despejo em baldes
Sua presença basta para eu ter certeza
Resisto sem pressa
Amo sem pressa
Mas descabida e doida
E descabelada
Te procuro pela rua
Sinto você roçar minha mão
Me espreguiço
Tem uma imagem refletida no espelho das águas
É um contorno de moço vivo
domingo
À moda de Adélia Prado
Na onda dos poemas musicados, tem um da Adélia Prado que de vez em quando eu canto baixinho, outras vezes aos brados. Quem musicou foi o Maurício Pereira. Recomendo. Muito mais difícil fazer minha própria versão deste aqui. Não sei se está citado ipsis literes, mas lá vai:
Pranto para comover Jonathan - Adélia Prado
"Os diamantes são indestrutíveis?
Mais é meu amor.
O mar é imenso?
Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentos do que um campo de flores.
Mais triste do que a morte,
mais desesperançado do que a onda batendo no rochedo,
mais tenaz que o rochedo.
Ama e nem sabe mais o que ama."
Minha versão hai-kai:
Pranto salgado no chão seco
Diamante? Pedra.
Onda de rocha tenaz enfrentando o líquido
imenso onde não mergulha a morte.
Pranto para comover Jonathan - Adélia Prado
"Os diamantes são indestrutíveis?
Mais é meu amor.
O mar é imenso?
Meu amor é maior,
mais belo sem ornamentos do que um campo de flores.
Mais triste do que a morte,
mais desesperançado do que a onda batendo no rochedo,
mais tenaz que o rochedo.
Ama e nem sabe mais o que ama."
Minha versão hai-kai:
Pranto salgado no chão seco
Diamante? Pedra.
Onda de rocha tenaz enfrentando o líquido
imenso onde não mergulha a morte.
quinta-feira
À moda de Gregório de Matos
Ouvi este belíssimo soneto do Boca do Inferno num show do José Miguel Wisnik. Hoje descobri que a Mônica Salmaso também o canta no seu disco "Alma lírica brasileira". Segundo Wisnik a poesia tem 300 anos.
Na oração, que desaterra … a terra,
Quer Deus que a quem está o cuidado … dado,
Pregue que a vida é emprestado … estado,
Mistérios mil que desenterra … enterra.
Quem não cuida de si, que é terra, … erra,
Que o alto Rei, por afamado … amado,
É quem lhe assiste ao desvelado … lado,
Da morte ao ar não desaferra, … aferra.
Quem do mundo a mortal loucura … cura,
A vontade de Deus sagrada … agrada
Firmar-lhe a vida em atadura … dura.
Ó voz zelosa, que dobrada … brada,
Já sei que a flor da formosura, … usura,
Será no fim dessa jornada … nada.
(Mortal Loucura - Gregório de Matos)
Com licença do Gregório e dos séculos que nos separam, quis fazer minha própria versão que timidamente batizo de Loucura Errante:
O medo da mediocridade ... idade,
Me faz rezar agora a Deus ... adeus,
E a luz firmada em olhos teus ... ateus,
Traz alguma felicidade ... cidade,
Porém de longe se adivinha ... vinha,
Que meu instinto me separa ... para,
Da boca que beija e escarra ... cara,
E a santa vê da capelinha ... linha,
E me costura no seu manto ... santo,
E sou apenas um bordado ... dado,
E com tal zelo e sempre e tanto ... canto,
Busco harmonia no sagrado ... agrado,
Vencer a morte agora enquanto ... espanto,
O tempo mesmo é desvelado ... lado.
Na oração, que desaterra … a terra,
Quer Deus que a quem está o cuidado … dado,
Pregue que a vida é emprestado … estado,
Mistérios mil que desenterra … enterra.
Quem não cuida de si, que é terra, … erra,
Que o alto Rei, por afamado … amado,
É quem lhe assiste ao desvelado … lado,
Da morte ao ar não desaferra, … aferra.
Quem do mundo a mortal loucura … cura,
A vontade de Deus sagrada … agrada
Firmar-lhe a vida em atadura … dura.
Ó voz zelosa, que dobrada … brada,
Já sei que a flor da formosura, … usura,
Será no fim dessa jornada … nada.
(Mortal Loucura - Gregório de Matos)
Com licença do Gregório e dos séculos que nos separam, quis fazer minha própria versão que timidamente batizo de Loucura Errante:
O medo da mediocridade ... idade,
Me faz rezar agora a Deus ... adeus,
E a luz firmada em olhos teus ... ateus,
Traz alguma felicidade ... cidade,
Porém de longe se adivinha ... vinha,
Que meu instinto me separa ... para,
Da boca que beija e escarra ... cara,
E a santa vê da capelinha ... linha,
E me costura no seu manto ... santo,
E sou apenas um bordado ... dado,
E com tal zelo e sempre e tanto ... canto,
Busco harmonia no sagrado ... agrado,
Vencer a morte agora enquanto ... espanto,
O tempo mesmo é desvelado ... lado.
Esperança do amor...
A esperança do amorPrimeiro de braços abertosCoração escancaradoA mercê de qualquer vozque murmure suaveOu qualquer hálitofresco como ervaOu qualquer peletecida no mesmo fioA espera do amorque tem ânsiacansagritadesesperaDepois de tanto esperaracha que encontrouVem aquele paraísocom cheiro de velas e floresfeito morte pelo avessoE frio dentro da barrigada espinhaAté que fica provadoque o encontro ainda nãoVem aquele desencantocomo quem tá se afogandoentrando em todo buracouma vontade de choraruma vontade de poesiapra compensar a tristezapoesia pelo avessopoesia em desesperopoesia que apelase arrasta feito um cabelogrande num tapete maciopra passar a humilhação do desamorA esperança do amorpode virar desespero tão grandehumilhação tão grandequando se engana assimque pode até dar em choquedar em velas e floresnum cemitério de pedrasMas se não der fica aguadaamuada, aluadasem cor, sem cheiro, sem nada.Até que um dia abra os braçoscom o coração desconfiadodesconfiança e amornão cabem num só pedaçoUm sorriso amareladoUm girassol amareloTecido no fio da esperaE o amor de novo se enganaCansa gritaadoeceMas depois deita de barriga pra cimaFica esperando remédiotem ganas de entortar a espinhatem ganas de pisar em florestem ganas de roer as unhasO amor cansa de esperar e errarResolve ir dormir um poucoEntão o corpo sai solto pelo mundoSem procurar nadaSem esperar nadaSem poesia nas mãosSem memória de alecrimAí às vezes acontece de acordar o amordo outro.
quarta-feira
Digeri
O intestino da noiteDeitou fora a confusãoFicou tudo muito claroTendo o dia se alimentadoDe poesia montanhas e tabacoEla sentia-se prontaPara ir ao encontro deleCom o presente em mãosO presente consistia de um afagoO presente consiste do sopro que anima o tempoContudo resta ainda alguma areia na ampulheta-Daí uma foice ceifou as ervas daninhas do quintalE devagar foram tirados os pregos da madeiraAté o ultimoE quando o galo cantou não negou nadaHavia apenas uma pressa preguiçosaCheia de açúcar mascavoE enquanto atravessava a estradaOuviu a montanha lhe dizer:"Vou estar aqui quando você voltar."
Tal como Manoel de Barros
Para ler Manoel é preciso saber:
a) Cavalos alados são dados a jogar xadrez dançando
b) Janelas abertas arriscam-se a bater com o vento pois acham que isso é uma brincadeira
c) Mutilações por fora doem por um tempo um pouco menor mas cicatrizam tortas
d) Vendo um menino correr e virar a esquina, imagina-se imediatamente que curvas são feitas para a imaginação criar asas
e) Comer rocambole tende a estragar os dentes de gente grande que não os escova, mas os das crianças não
f) Convalescentes tem os olhos tristes e o resto do corpo feliz
g) Quando se encontra algo que se queira muito deve-se esquece-lo imediatamente ou joga-lo fora
h) A matéria das coisas não precisa ser tocada por ponteiros
i) etc.
etc.
etc.
quinta-feira
Namoro
A garota queria ser livre
A outra berrava
A garota tinha cheiro de terra
A outra brincava de giz de cera
A garota usava decote mas tinha vergonha
A outra chorava escondida
A garota era velha
A outra era jovem demais
A garota queria só beijar
A outra queria
Lampejos de luz nos olhos Gratidão Fosso E um corpo elástico Só.
quarta-feira
mande-me lembraças
ultimamente tenho precisado de um pouco mais de memória
escrevi a um amigo sobre o destino dos meus cabelos
cortei-os. são peruca agora, na cabeça de alguém
quem?
minha memória também anda cortada
meu amigo perguntou: na cabeça de quem andará ela?
não sei responder
meu cachorro é feliz, ele pode ceder a todos os seus instintos
sem que se expresse nenhum juízo por conta disso
eu e minha moral...
minha moral, na cabeça de quem andará ela?
ou no corpo?
que parte de meu corpo carrega minha moral?
minha memória por certo, foi-se com meus cabelos
com os neurônios que consumi
em troca de transes
sim um outro amigo certa vez perguntou por que eu bebo
até hoje não sei responder a essa pergunta
mas talvez seja por causa do transe
mas eu venho perdendo minha memória imediata e minha memória de aprendizado
há alguns anos
a memória de minha mãe é um baralho
que funciona de acordo com a lei do acaso
ela pode acessá-la
mas a cada vez, a combinação das cartas é diferente
minha memória se parece mais com uma coisa de combinação binária
me assusta que minha memória não seja só minha
ela pode realmente estar na cabeça de qualquer pessoa
ultimamente outras pessoas tem lembrado mais detalhes sobre fatos passados comigo
que eu mesma
fiz seleções demais
e não foi por ordem de importância
normalmente minha memória funciona por afetividade
e tudo que tange ao tato ou aos ouvidos
eu acesso com ligeireza
sim, e tenho facilidade com alguns dados precisos
lembro um trecho de Macbeth que decorei há 13 anos
lembro da expressão do rosto de minha mãe quando vim pra cá
lembro uma informação sobre a Magnólia com as exatas palavras que minha amiga disse
mandem lembranças minhas
escrevi a um amigo sobre o destino dos meus cabelos
cortei-os. são peruca agora, na cabeça de alguém
quem?
minha memória também anda cortada
meu amigo perguntou: na cabeça de quem andará ela?
não sei responder
meu cachorro é feliz, ele pode ceder a todos os seus instintos
sem que se expresse nenhum juízo por conta disso
eu e minha moral...
minha moral, na cabeça de quem andará ela?
ou no corpo?
que parte de meu corpo carrega minha moral?
minha memória por certo, foi-se com meus cabelos
com os neurônios que consumi
em troca de transes
sim um outro amigo certa vez perguntou por que eu bebo
até hoje não sei responder a essa pergunta
mas talvez seja por causa do transe
mas eu venho perdendo minha memória imediata e minha memória de aprendizado
há alguns anos
a memória de minha mãe é um baralho
que funciona de acordo com a lei do acaso
ela pode acessá-la
mas a cada vez, a combinação das cartas é diferente
minha memória se parece mais com uma coisa de combinação binária
me assusta que minha memória não seja só minha
ela pode realmente estar na cabeça de qualquer pessoa
ultimamente outras pessoas tem lembrado mais detalhes sobre fatos passados comigo
que eu mesma
fiz seleções demais
e não foi por ordem de importância
normalmente minha memória funciona por afetividade
e tudo que tange ao tato ou aos ouvidos
eu acesso com ligeireza
sim, e tenho facilidade com alguns dados precisos
lembro um trecho de Macbeth que decorei há 13 anos
lembro da expressão do rosto de minha mãe quando vim pra cá
lembro uma informação sobre a Magnólia com as exatas palavras que minha amiga disse
mandem lembranças minhas
sábado
poema dadá número cinco
Preciso do seu endereço
Sabendo andar e sabendo lidar com as pessoas, vai longe
Homem-anfíbio
Tem que ter destinatário
Não com olhar de colonizador
Como um rio
Ao ver o outro, ver-se
o que interrompe o silêncio?
Quem narra esta história?
Já chega de tanto esperar
"Ó, destino do homem que igual és ao vento"
Viola de coxa
Uma língua murmurada e sem adjetivos
Sabendo andar e sabendo lidar com as pessoas, vai longe
Homem-anfíbio
Tem que ter destinatário
Não com olhar de colonizador
Como um rio
Ao ver o outro, ver-se
o que interrompe o silêncio?
Quem narra esta história?
Já chega de tanto esperar
"Ó, destino do homem que igual és ao vento"
Viola de coxa
Uma língua murmurada e sem adjetivos
terça-feira
poema dadá número quatro - me empolguei nessa fita
outono
prefiro sem sal
já varreu?
passagens
anotei sim
ainda pego esse cara!
gatinho demais
pára, Mussum!
viver é perigoso?
você não foi...
chamei ele pra participar num papel pá
ela tá liiiiinda barriguda!
não, o andré não toma jeito
esquenta o leite pra nós, mãe
ser balzaquiana é foda
tenho até medo dessa menina
tô com sono, mas com saudade
ela gostou do quadro, vamos fazer mais um?
cramps, claro! e KL Jay
casou, meu!
nem te conto quem mais tá grávida
por aqui, por favor
sem paciência de te explicar
você é gostoso mas é canalha
vixe! muita treta!
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